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Sala comercial para alugar em Curitiba: o custo que não está no anúncio

O aluguel é a menor parte da conta de uma sala comercial. Veja os itens que aparecem depois, o que a lei permite exigir de você e como comparar com coworking.

Equipe Brains Coworking8 min de leitura
Escritório privativo da Brains Coworking no Batel, com estações de trabalho para equipe, em Curitiba

Quem procura sala comercial para alugar em Curitiba abre os anúncios e compara o valor do aluguel. É o número mais visível e o menos decisivo: na prática, ele costuma ser a menor parte do que a empresa vai pagar todo mês.

Este texto lista os itens que aparecem depois da assinatura, o que a lei permite o proprietário exigir de você e como comparar uma proposta de aluguel com uma sala privativa de coworking — que é a alternativa que a maioria das empresas pequenas acaba avaliando.

Neste artigo:

O que entra na conta além do aluguel

Ao assumir um imóvel comercial, você não contrata um espaço — contrata uma operação. Estes itens raramente aparecem no anúncio:

Condomínio e IPTU. Em prédios comerciais o condomínio costuma ser uma fatia relevante do valor do aluguel, e o IPTU normalmente é repassado ao inquilino. Pergunte os dois em reais antes de decidir, porque a diferença entre dois imóveis com aluguel parecido pode estar toda aqui.

Contas no nome da empresa. Água, luz e internet passam a ser sua responsabilidade — inclusive a instalação, que em prédio antigo pode exigir obra e prazo. Internet empresarial com link dedicado é um contrato à parte, com fidelidade própria.

Mobília. Mesas, cadeiras, armários, iluminação, ar-condicionado e a copa. É um desembolso de uma vez, mas costuma ser o que mais atrasa a mudança e o que menos entra na conta inicial.

Manutenção e limpeza. Alguém precisa limpar, e alguém precisa consertar quando algo quebra. Numa sala própria, esse alguém é você, contratando e gerenciando.

Adequação do espaço. Divisórias, pintura, rede elétrica e lógica, sinalização. Se o imóvel não estava pronto para a sua atividade, a diferença sai do seu caixa — e obra em imóvel alugado normalmente fica lá quando você sai.

O que o locador pode exigir como garantia

Aqui vale conhecer a lei, porque muita negociação acontece com o inquilino achando que não tem alternativa. A Lei do Inquilinato trata disso em dois artigos que resolvem a maior parte das dúvidas.

O artigo 37 lista as modalidades de garantia que o locador pode exigir: caução, fiança, seguro de fiança locatícia e cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento. E traz uma regra que pouca gente conhece — o parágrafo único diz que é vedada, sob pena de nulidade, mais de uma dessas modalidades no mesmo contrato. Ou seja: não é legítimo pedir fiador e caução juntos.

O artigo 38 limita a caução em dinheiro: ela não pode exceder o equivalente a três meses de aluguel, e deve ser depositada em caderneta de poupança.

Vale saber também que a renovação compulsória de contrato comercial, prevista no artigo 51, exige contrato escrito com prazo determinado e pelo menos cinco anos de contratos ininterruptos, entre outras condições. Quem assina prazo curto não tem esse direito garantido — o que importa se você pretende construir clientela naquele ponto.

Nada disso substitui a leitura do contrato com um advogado. Serve para você entrar na conversa sabendo o que é negociável.

Quanto tempo até a equipe sentar e trabalhar

Este é o custo que ninguém coloca na planilha. Entre encontrar o imóvel, aprovar a garantia, assinar, transferir as contas, comprar e montar a mobília e instalar a internet, passam-se semanas. Durante esse período a empresa paga o aluguel e ainda não produz ali.

Num espaço já montado, o prazo é outro: a estrutura existe, a internet funciona e a mobília está no lugar. O que sobra é combinar a data.

As duas opções lado a lado

O que muda não é só o preço — é quem assume cada coisa.

Sala comercial alugadaSala privativa em coworking
ContratoLongo, com prazo determinadoMais curto e renovável
GarantiaCaução, fiança ou seguroNão se aplica
MobíliaPor sua contaJá instalada
InternetContrato próprio, com fidelidadeIncluída
Limpeza e manutençãoVocê contrata e gerenciaIncluídas
Condomínio, IPTU e contasSomam-se ao aluguelDentro da mensalidade
Recepção para clientesSe você contratarIncluída em horário comercial
Sala de reuniãoO espaço que você alugouÁreas comuns, com reserva
Crescer ou reduzirDepende de rescisão e nova buscaTroca de sala no mesmo endereço
Registrar o CNPJSim, com documentação do proprietárioSim, documentação já pronta

O que está incluso e os valores da sala privativa ficam na página do produto, que é onde são mantidos atualizados.

Na prática, a sala privativa troca um investimento inicial e uma operação por uma mensalidade só. Já se o que você precisa é apenas o endereço da empresa, sem espaço físico, a comparação nem é com aluguel: é com o escritório virtual, que custa uma fração disso.

Quando alugar sala comercial é a escolha certa

Nem sempre a conta fecha a favor do coworking, e vale dizer quando.

Quando a metragem é grande. Acima de um certo tamanho de equipe, o custo por pessoa do aluguel tradicional passa a ser competitivo, principalmente se você já tem mobília.

Quando a fachada é parte do negócio. Se o cliente entra pela porta e a identidade visual precisa ser sua, você precisa de um imóvel seu — não de uma sala dentro de um prédio compartilhado.

Quando a atividade exige o espaço. Consultório com procedimento, estúdio, oficina, estoque: a atividade pede instalação específica, e muitas delas não são permitidas em endereço compartilhado.

Quando você quer construir ponto. Comércio que depende de clientela formada no local tem interesse no direito de renovação do artigo 51 — e isso só existe no aluguel.

O terceiro caminho: escritório sob medida (BTS)

Os dois primeiros casos da lista acima — metragem grande e espaço com a sua cara — não precisam terminar num contrato de aluguel comum. Existe um formato intermediário, o built to suit, ou BTS: em vez de a empresa alugar um imóvel e se virar com a adaptação, o espaço é projetado para ela e entregue pronto, num endereço novo.

É o que a Brains faz fora das quatro unidades. Você diz quantas pessoas são e em que região quer ficar, e a Brains cuida do resto — encontrar o imóvel, adequar e entregar funcionando. Se você já tem um imóvel em vista, a adequação é feita nele. Depois da entrega a operação continua com a Brains: limpeza, administração do espaço e, se você quiser, os mesmos serviços que existem no coworking.

O corte prático fica em torno de 30 a 50 pessoas. Abaixo disso, uma sala privativa normalmente resolve por menos e sem prazo longo. A personalização não tem limite técnico, tem limite de orçamento: layout, salas fechadas, identidade visual e infraestrutura são definidos por você, e o custo acompanha o nível de acabamento e exigência.

Em troca, o contrato é longo — normalmente de 5 a 10 anos. Vale reparar no que isso significa na comparação: é o mesmo prazo que um aluguel comum costuma pedir. Só que no aluguel você assina o prazo longo e ainda assume o imóvel, a obra e a operação; no BTS, o prazo compra o espaço pronto e a operação fora das suas mãos.

Como comparar duas propostas de verdade

Leve estas cinco perguntas para as duas opções e compare os números finais, não os iniciais:

  1. Qual o custo mensal total, somando aluguel, condomínio, IPTU e contas — ou, no coworking, o que a mensalidade já inclui?
  2. Quanto sai do caixa antes de começar: garantia, mobília, instalação, adequação?
  3. Qual o prazo do contrato e a multa para sair antes?
  4. Quem resolve quando quebra — e em quanto tempo?
  5. Em quantos dias a equipe começa a trabalhar ali?

A quinta pergunta costuma ser a que mais muda a decisão de quem tem pressa, e é a que quase nunca é feita.

Antes de fechar qualquer um dos dois caminhos, confirme se a sua atividade pode funcionar naquele endereço. A consulta prévia de viabilidade é feita pelo Empresa Fácil PR, dentro do processo integrado da Redesim, e é por CNAE — o mesmo imóvel pode servir para uma atividade e ser recusado para outra. O registro do endereço segue as regras do CNPJ na Receita Federal.

Se você quer entender antes como funciona uma sala fechada dentro de um coworking, o guia de aluguel de sala privativa entra nesse detalhe. E se a dúvida ainda é qual formato atende o seu caso, o guia de como escolher um coworking organiza os critérios.

Perguntas frequentes

Quanto custa alugar uma sala comercial em Curitiba?

O valor do aluguel varia muito por bairro, metragem e idade do prédio, mas ele é só uma parte da conta. Somam-se condomínio, IPTU, água, luz, internet, limpeza, mobília e a garantia exigida no contrato. Ao comparar propostas, peça sempre o custo mensal total, não o valor do aluguel.

O que o locador pode exigir como garantia?

A Lei do Inquilinato prevê quatro modalidades: caução, fiança, seguro de fiança locatícia e cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento. A lei proíbe exigir mais de uma delas no mesmo contrato, e a caução em dinheiro não pode passar do equivalente a três meses de aluguel.

Qual a diferença entre alugar sala comercial e sala privativa em coworking?

Na sala comercial você assume o imóvel: contrato longo, garantia, mobília, contas e manutenção ficam por sua conta. Na sala privativa de coworking, o espaço já vem mobiliado e a mensalidade inclui internet, limpeza, recepção e áreas comuns, com contrato mais curto. A sala comercial faz sentido quando você precisa de metragem grande, fachada própria ou reforma sob medida.

Quanto tempo leva para começar a trabalhar numa sala comercial?

Entre encontrar o imóvel, aprovar a garantia, assinar o contrato, ligar as contas em nome da empresa, mobiliar e instalar internet, o prazo costuma ser de semanas. Uma sala privativa mobiliada em coworking encurta isso para dias, porque a estrutura já está montada.

Preciso de fiador para alugar sala comercial?

Não necessariamente. Fiança é apenas uma das modalidades de garantia que a lei permite; caução em dinheiro e seguro de fiança locatícia são alternativas. Qual delas será usada é negociação entre as partes, mas o locador não pode exigir duas ao mesmo tempo.

O que é built to suit (BTS) e a partir de que tamanho vale a pena?

No built to suit o espaço é projetado para a empresa e entregue pronto, num endereço novo, em vez de ela alugar um imóvel e adaptá-lo por conta própria. Na Brains, a empresa informa quantas pessoas são e em que região quer ficar, e a Brains encontra o imóvel, faz a adequação e administra a operação depois. Faz sentido a partir de cerca de 30 a 50 pessoas, com contrato normalmente de 5 a 10 anos.

Posso registrar o CNPJ da empresa numa sala comercial alugada?

Sim, e também numa sala privativa de coworking. Nos dois casos a atividade precisa ser permitida naquele endereço, o que é conferido por CNAE na consulta prévia de viabilidade. A diferença é a documentação: no coworking ela já vem pronta, no aluguel depende do proprietário fornecer o que o seu contador precisa.